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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Nossa Lingua Portuguesa

De 2009 até 31 de dezembro de 2012, ou seja, durante quatro anos, o país terá um período de transição, no qual ficam valendo tanto a ortografia atual quanto as novas regras. Assim, concursos e vestibulares deverão aceitar as duas formas de escrita. Nos livros escolares, a incorporação das mudanças será obrigatória a partir de 2010.

O que muda com a reforma ortográfica?

  • O "k", o "w" e o "y" entram no alfabeto, que passa a ter 26 letras.

  • O trema desaparece nas palavras em português. Só fica em palavras estrangeiras como Hübner e Müller. A pronúncia não muda.

    Exemplos:
    agüentar => aguentar
    aqüífero => aquífero
    tranqüilo => tranquilo
    bilíngüe => bilíngue

  • O acento agudo desaparece nos ditongos abertos "ei" e "oi", em palavras como "idéia" e "heróico", que ficarão "ideia" e "heroico". A pronúncia não muda.

  • O acento circunflexo desaparece com o duplo "o" e o duplo "e", como "vôo", "enjôo", "crêem", "lêem", "dêem" e "vêem", que passam a ser escritas da seguinte forma: "voo", "enjoo", "creem", "leem", "deem" e "veem".

  • Desaparecem os acentos agudos ou circunflexos que servem para diferenciar palavras como:
    pára (do verbo parar) ≠ para (preposição) => para
    péla (do verbo pelar) ≠ pela (combinação da preposição por + a) => pela
    pêlo (substantivo) ≠ pelo (combinação da preposição por + o) => pelo

    Observação:
    Os acentos só não desaparecem em:
    pôr (verbo - infinitivo) ≠ por (preposição)
    pôde (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) ≠ pode (3ª do singular do presente do indicativo)

  • O hífen some quando o segundo elemento da palavra começar com "s" ou "r". Nestes casos, as consoantes devem ser dobradas, como em "antissemita" (hoje "anti-semita"), "antirreligioso" (atualmente "anti-religioso") e "contrarregra" (hoje "contra-regra").

    Exceção:
    Quando os prefixos terminam em "r", se mantém o hífen, como em "hiper-requintado" e "super-resistente".

    Ponto em aberto
    O acordo não define todos os usos de hifens, por exemplo. Assim, palavras como pé-de-cabra, reerguer ou reratificação ainda dependem da elaboração de um vocabulário pela Academia Brasileira de Letras e pelos órgãos dos outros sete países signatários.


  • Fonte: CBN